Um coelhinho na cama à noite, com uma luz noturna suave ao lado, olhando a sombra tranquilizadora do seu bichinho de pelúcia.
O medo do escuro

O medo do escuro: como tranquilizar sua criança

Pela equipe Tilibou · Última revisão: junho de 2026 · Leitura: 6 min

O medo do escuro é muito frequente por volta dos 3 aos 5 anos, e não tem nada de anormal. Nessa idade, a criança distingue mal o real do imaginário: uma sombra vira um lobo. O que a ajuda não é argumentar com ela, e sim levar o medo dela a sério, criar uma rotina calma e deixar um marco que tranquiliza, como uma luz noturna.

Por que minha criança tem medo do escuro?

Porque a imaginação dela está a todo vapor, e ainda falta um filtro. Especialistas em desenvolvimento infantil explicam de forma simples: a criança "ainda não distingue muito bem o que é real ou não". No escuro, ela não enxerga bem o quarto, então preenche as lacunas. Uma roupa numa cadeira vira um fantasma. O resmungo do aquecimento vira um monstro.

É por isso que não dá para varrer o medo com um "que nada, não tem nada aí". Para ela, naquele momento, tem alguma coisa. "O fantasma que ela diz ver no quarto é bem real", apontam os especialistas. "Ela sente, então, um medo de verdade ao imaginá-lo." Por volta dos 3 anos, os medos mais comuns são justamente os do escuro, dos monstros e dos barulhos que não se reconhece.

É preciso levar esse medo a sério?

Sim, e é até o ponto mais importante. "Para superar os medos, sua criança precisa que você leve os medos dela a sério e que a tranquilize", escrevem os especialistas. A ideia não é validar que um monstro existe, mas validar que ela tem medo, o que não é a mesma coisa.

Os especialistas sugerem até uma frasezinha pronta, para guardar na cabeça nas noites difíceis: "Eu entendo que isso te dê medo e que você não consiga dormir. Vamos olhar juntos como fazer esse medo ir embora." Em seguida, você a acompanha a diferenciar o que é perigoso do que não é. Esse sentimento de segurança, acrescentam, "lhe dá a coragem de que ela precisa para enfrentar e superar os medos".

A luz noturna, boa ou má ideia?

Mais para boa ideia, desde que se deixe o controle com a criança. Os especialistas aconselham: "Instale uma luz noturna para tranquilizá-la. Não é preciso acendê-la sistematicamente. É melhor deixar a criança escolher usá-la ou não." Uma lanterna deixada perto dela também funciona muito bem. A criança que decide acender ou não retoma um pouco de controle, e é exatamente isso que acalma.

As autoridades de saúde vão na mesma direção: "a presença de uma luz noturna no quarto pode ser útil para tranquilizar a criança." Elas acrescentam uma ressalva técnica que é bom conhecer, sobretudo para os menores: "não use luz noturna com lâmpada LED para bebê. Elas podem perturbar os ciclos de sono." Para a escolha exata do equipamento, seu farmacêutico ou seu médico saberão orientar você.

✦ Para ouvir hoje à noite

"A noite em que a lua sumiu"

Uma história bem suave, sem tela, em que o escuro vira um lugar calmo e amigável. Você faz o carinho, o Tilibou cuida da voz.

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Quais pequenas estratégias para a noite?

Não precisa fazer tudo de uma vez. Escolha o que fala com sua criança e mantenha por algumas noites. Veja algumas pistas que os especialistas recomendam:

  1. Criar uma rotina calma: história, música suave, uma massagenzinha, banho. Ela ajuda a criança a se livrar das tensões do dia.
  2. Deitá-la no mesmo horário todas as noites: "ter uma rotina dá segurança à sua criança".
  3. Escutar o que lhe dá medo sem ridicularizar, "mesmo que pareça não ter fundamento".
  4. Deixar a porta do quarto entreaberta: "pode tranquilizá-la ouvir você continuar suas atividades".
  5. Lembrá-la de que a casa é segura, e que uma luz noturna a espera se ela precisar.

Um detalhe que conta: os especialistas sugerem evitar, logo antes do soninho, "as conversas, atividades, histórias ou brincadeiras que possam agitá-la ou preocupá-la uma hora antes do soninho". A última hora ganha em permanecer suave.

E as histórias de monstros, a gente evita?

De jeito nenhum, e é uma boa notícia. Questionados sobre esse ponto, os especialistas respondem: "Não. As histórias que encenam personagens que podem dar medo (monstro, bruxa, lobo) permitem às crianças nomear as emoções que sentem." Como os contos costumam terminar bem, a criança se identifica com o herói e "supera assim o seu medo".

Só uma precaução: escolher histórias cheias de humor e evitar contar as que dão medo logo antes de dormir, "para não despertar o medo dela". E se sua criança pede sempre a mesma história? "Pode ser sinal de que ela está domesticando o seu medo."

As perguntas que você se faz

É preciso checar embaixo da cama para tranquilizá-la?

Uma vez, com ela, por que não. Mas os especialistas alertam: "Se você fizer isso toda vez, você lhe dá razão para ter medo." É melhor lembrá-la com calma de que os monstros só existem nos livros e nos filmes, e que a casa é segura.

Com que idade o medo do escuro desaparece?

Isso varia de uma criança para outra. Os medos na hora de dormir estão sobretudo presentes por volta dos 3 aos 5 anos, e depois diminuem com o crescimento. Se o medo continua muito intenso, persistente e invade as noites apesar dos seus esforços, converse com seu médico ou pediatra.

Minha criança quer dormir com a luz grande acesa: o que fazer?

Proponha de preferência uma luz noturna ou uma lanterna que ela mesma controla, mais suave para o sono. A ideia é deixar um marco luminoso que tranquilize, sem iluminar o quarto como em pleno dia.

Bom saber. Este artigo é informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde. Se o medo da sua criança é muito intenso, persistente, ou vem acompanhado de angústias fortes e noites muito perturbadas, converse com seu médico ou pediatra.
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Escrito pela equipe Tilibou. Criamos histórias para a hora de dormir para crianças de 3 a 7 anos, e lemos muito para permanecer precisos. Nossos artigos citam fontes de referência; eles não substituem um profissional de saúde.
Fontes. Este artigo se baseia nas recomendações de autoridades reconhecidas em saúde infantil e da Organização Mundial da Saúde (link). É informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde.