O paninho e a hora de dormir
O paninho é aquele objetinho que faz a ponte entre você e a noite. Para as crianças que adotam um, e nem todas o fazem, ele acalma no momento da separação à noite. Acompanha a rotina e tranquiliza. Só uma coisa a ter em mente: ele complementa a sua presença, não a substitui.
Para que serve de verdade um paninho?
Para tranquilizar, no sentido literal. Naître et grandir, um site quebequense sobre o desenvolvimento infantil, o descreve como um objeto de transição: “o paninho é uma fonte de conforto e de segurança para a criança, porque faz a ligação entre o conhecido e o desconhecido.” O conhecido é você, a casa, o dia. O desconhecido é a noite, o sono, o fato de ficar sozinha no quarto. O paninho, por sua vez, atravessa os dois mundos.
É por isso que ele tem o seu lugar na rotina noturna. A Assurance Maladie, o seguro público de saúde da França, inclusive o registra claramente em seus conselhos para suavizar a hora de deitar: “ofereça um paninho à sua criança para acalmá-la.” Nada obrigatório, mas uma ajuda real para a criança que se apega a ele.
Todas as crianças têm um paninho?
Não, e é importante dizer isso. Nem todas as crianças adotam um paninho, e muitas passam muito bem sem ele. Se a sua criança não quer um, isso não é nem um atraso nem um problema. Algumas preferem um canto do lençol, um pequeno ritual, uma canção. Cada criança encontra os próprios pontos de referência para se sentir em segurança.
E o contrário também é verdade: uma criança pode ser muito apegada ao paninho sem que isso cause a menor dificuldade. O paninho não é uma etapa a ser superada, é uma ferramenta entre outras. Ele fica enquanto for útil.
“O paninho reserva”
Uma história bem suave, sem telas, para as noites em que o paninho faz o papel de herói. Você faz o carinho, o Tilibou cuida da voz.
Ouvir a históriaO paninho pode substituir a nossa presença?
Não, e esse é sem dúvida o ponto mais útil deste artigo. O paninho acalma, mas não é um substituto para você. Como lembra a base dos nossos artigos, ele acompanha a rotina sem substituir a presença dos pais. Ele prolonga a segurança que você oferece, não a substitui.
Na prática, isso quer dizer que o paninho vem em acréscimo ao carinho, à história, à palavra doce. Ele ajuda a criança a manter a serenidade quando você sai do quarto, mas a base continua sendo o vínculo. O paninho é um apoio, não um substituto.
O paninho viaja bem?
Muito bem, e essa é até uma das suas grandes vantagens. Quando a criança dorme em outro lugar, o paninho vira um pedacinho de casa transportável. Naître et grandir recomenda isso explicitamente para preparar uma noite fora de casa: “coloque na bagagem dela objetos que lembrem a casa, como o paninho ou o bichinho de pelúcia preferido.”
O site sugere até acrescentar “um lençol da casa ou uma das suas roupas, para que ela durma com um cheiro familiar”. O cheiro, o toque, a presença do paninho: outros tantos pontos de referência que tranquilizam numa cama desconhecida. É justamente para essas noites que o paninho ganha todo o seu sentido. Falamos disso no guia sobre a primeira noite na casa dos avós.
As perguntas que você se faz
O que fazer se o paninho for esquecido ou perdido uma noite?
São noites complicadas, mas raramente impossíveis de contornar. Tranquilize a sua criança com a sua presença, a sua voz e a rotina de sempre, que continuam sendo o essencial. Muitas famílias inclusive guardam um paninho de emergência idêntico para esses momentos. Se a aflição for muito forte e persistente, não hesite em conversar com o seu médico.
Minha criança não tem paninho: isso é preocupante?
De jeito nenhum. Nem todas as crianças adotam um paninho; as outras encontram outros pontos de referência para se acalmar. A ausência de paninho não é nem um atraso nem um problema.
É preciso tirar o paninho conforme a criança cresce?
O Tilibou não estabelece uma regra a esse respeito, que depende de cada criança. O paninho acompanha enquanto for útil. Se você se pergunta sobre o momento certo, o seu médico ou pediatra poderá orientar de acordo com a sua situação.