A criança que pede água para adiar a hora de dormir
Um copo de água, um último carinho, mais uma história: esses pequenos pedidos repetidos são um jeito bem clássico de adiar o momento de se despedir. Não é bem uma questão de sede. O que ajuda não é a queda de braço, é um limite claro e que tranquiliza, combinado de antemão e mantido com suavidade.
Por que minha criança faz a hora de dormir durar?
Porque a hora de dormir é a hora de se separar. Deixar os pais, o seu dia, as suas brincadeiras, para ficar sozinha no escuro: é isso que está em jogo. Os pequenos pedidos (água, carinho, xixi, mais uma história) são sobretudo formas de prolongar esse momento compartilhado. As autoridades de saúde falam, aliás, em "suavizar a separação da hora de dormir". A palavra separação diz tudo.
Uma coisa a evitar, destacada pelas autoridades de saúde: que "a hora de dormir não seja percebida pela sua criança como um castigo". Se ir para a cama parece uma punição, a criança tem todos os motivos para negociar. O objetivo é transformá-la num momento suave, esperado, e não temido.
O limite tranquiliza mais do que a enésima história
É o cerne do assunto. Uma criança precisa saber o que vem, e onde a rotina termina. Anunciar de antemão o número de histórias, o número de carinhos, e manter isso, costuma tranquilizar mais do que uma concessão a mais. A previsibilidade do limite acalma.
Um gesto simples desarma muitas negociações: avisar que o fim está chegando. Os especialistas em desenvolvimento infantil sugerem avisar a criança "quando faltam só 5 minutos". A criança, então, não é pega de surpresa, e a transição acontece sem atrito. A rotina da noite, no seu conjunto, tem aliás o seu guia.
Uma história da noite Tilibou
Uma história bem suave, sem tela, que vira o último compromisso da rotina, aquele que se anuncia e que encerra o dia. Você faz o carinho, o Tilibou cuida da voz.
Ouvir o episódioResolver o que dá para resolver antes da cama
Muitos pedidos de última hora se resolvem antes. As autoridades de saúde aconselham, "na última refeição do dia, alimentar sua criança de forma suficiente e equilibrada, conforme a idade dela". Uma criança que não está com fome nem com sede na hora de dormir tem menos motivos para pedir.
Outro marco precioso: mirar o momento certo. As autoridades de saúde convidam a "observar os sinais de cansaço na sua criança. Se ela boceja, esfrega os olhos ou choraminga, é que precisa dormir." Deitar uma criança bem na hora certa, nem cedo nem tarde demais, reduz bastante as negociações.
Manter o rumo, com suavidade
Uma vez combinado o limite, o desafio é mantê-lo sem se irritar. Se a criança chamar depois de deitada, as autoridades de saúde dão o tom para as intervenções noturnas, transponível para a noite: "não acenda a luz, fale quase nada e fique neutro para favorecer o adormecer dela." Uma resposta breve e calma alimenta menos a negociação do que uma longa conversa.
E a gente mantém o objetivo em mente: "deixe sua criança antes que ela durma", lembram as autoridades de saúde. Você a acompanha, depois deixa que ela mergulhe sozinha no sono. A constância, noite após noite, acaba dando resultado, mesmo que algumas noites exijam paciência.
As perguntas que você se faz
É preciso deixar um copo de água no quarto?
Isso pode encerrar o pedido, desde que seja combinado como uma regra estável da rotina, e não como uma concessão arrancada toda noite. Para uma orientação adaptada à sua criança, você pode conversar com seu médico.
Minha criança pede sempre uma última história: o que fazer?
Anuncie o número de histórias antes de começar, e mantenha isso. A previsibilidade do limite tranquiliza mais do que uma história a mais. Avisar "5 minutos antes", como sugerem os especialistas, também ajuda muito.
Quando se preocupar com uma hora de dormir muito difícil?
Se a hora de dormir vira toda noite uma grande aflição, vem acompanhada de angústias fortes, ou pesa de forma duradoura sobre a família apesar de um limite estável, converse com seu médico ou pediatra. O Tilibou não substitui uma orientação profissional.