O grande saco de doces
Naquela noite, no Vilarejo das Abóboras, era a grande caça aos doces de Halloween. Todas as crianças corriam de porta em porta, com a sua sacolinha na mão, gritando «gostosuras ou travessuras!». E na casa da Vovó Brindille havia uma brincadeira especial: quem adivinhasse quantos doces se escondiam no grande pote mágico ganharia A maior sacola de doces do Vilarejo. E adivinha quem acertou o número, mil trezentos e doze: a pequena Zélie! Que sacola! Era tão grande que Zélie nem conseguia carregar: tinha que arrastá-la pelo chão com toda a força. Doces vermelhos, doces dourados, balas de caramelo, pirulitos em espiral, chocolates em forma de morcego… mais doces do que ela tinha visto na vida inteira. Tudo aquilo, só para ela! Mas bem rápido, aquele grande tesouro só para ela começou a pesar um pouquinho no coração. Porque ao seu redor, Zélie via os amigos com a sua sacolinha pequena. Então, bem de mansinho, uma ideia bem simples abriu caminho: e se ela compartilhasse? A cada doce dado, um sorriso se acendia, e Zélie descobriu que a sua enorme sacola ficava muito mais alegre à medida que se esvaziava nas mãos dos outros. Esta história mostra ao seu filho que o prazer de compartilhar é ainda maior do que o de ter tudo só para si. Conta, sem nunca dar sermão, como um tesouro guardado sozinho deixa a gente um pouco triste, enquanto um tesouro compartilhado deixa todos felizes, a começar por quem dá. Uma mensagem linda sobre a generosidade e a amizade. E quando a grande sacola está quase vazia e todos os amigos vão embora com um sorriso e os bolsos cheios, Zélie se sente mais rica do que nunca. A noite de Halloween termina entre risadas compartilhadas, e a história pousa bem suavemente, com o coração bem cheio, bem na hora de fechar os olhos. Ninguém obriga Zélie a compartilhar, e ninguém a repreende por ter ganhado: ela descobre sozinha, no seu ritmo, a alegria de dar. Deixar uma criança sentir por si mesma a felicidade de compartilhar, em vez de impor, é todo o espírito das histórias para dormir da Tilibou. E na Praça das Lanternas, as abóboras sorriem na névoa, encantadas com a linda noitada. Uma história de Halloween tranquila e sem telas, pensada para os pequenininhos a partir dos 3 anos, ideal para a hora de dormir, a soneca ou o caminho. Como sempre na Tilibou, o final fica bem suave, sem música, para chegar ao sono com calma. Todas as histórias para dormir da Tilibou em