A abóbora que não queria dar medo
Naquela noite, no Vilarejo das Abóboras, era uma grande noite: escolhia-se a abóbora de honra, aquela que ficaria bem no alto da Praça das Lanternas para velar pelo Vilarejo durante toda a noite de Halloween. E este ano, a escolhida foi Croquette. Uma abóbora adorável, que fala muito, muito, muito (claro, uma abóbora não tem braços para gesticular, então fala). Mas Croquette tem um probleminha pequenininho, minúsculo, mixuruca: ela não quer assustar. Porque amanhã, a Vovó Brindille vai esculpir um rosto para ela, e todos querem que seja TERRÍVEL: olhos grandes e maldosos, dentes pontudos, uma careta apavorante. Só que Croquette não tem a menor vontade de assustar as crianças. Ela só queria um rosto bonito, um sorriso, algo suave. Mas uma abóbora de honra que não assusta, será que existe? Com a ajuda de Zélie e de Réglisse, Croquette enfim ousa dizer em voz alta o que sente lá no fundo. E a Vovó Brindille, sábia bruxa, esculpe para ela o rosto que ela de verdade queria: um grande sorriso caloroso. Naquela noite, todos descobrem que uma abóbora pode velar pelo vilarejo não assustando, mas aquecendo os corações com a sua luz suave. Esta história ensina ao seu filho que a gente tem o direito de ser quem é, mesmo quando todos esperam outra coisa de nós. Lembra que não é preciso assustar nem fazer como os outros para ter o seu lugar, e que a gentileza é uma força pelo menos tão bonita. Uma mensagem linda sobre se afirmar como se é. E quando a abóbora sorridente se acende bem no alto da Praça das Lanternas, o Vilarejo inteiro a acha magnífica. A sua luz suave tranquiliza pequenos e grandes, e a história termina bem suavemente, no calor de uma noite de Halloween que não assusta nada, bem na hora de fechar os olhos. Ninguém obriga Croquette a ser o que ela não é, e a Vovó Brindille a escuta de verdade antes de esculpir o seu rosto. Deixar um pequeno escolher quem quer ser, em vez de decidir por ele, é todo o espírito das histórias para dormir da Tilibou. E na névoa macia, as folhas riem baixinho enquanto a abóbora sorri para a lua. Uma história de Halloween tranquila e sem telas, pensada para os pequenininhos a partir dos 3 anos, ideal para a hora de dormir, a soneca ou o caminho. Como sempre na Tilibou, o final fica bem suave, sem música, para chegar ao sono com calma. Todas as histórias para dormir da Tilibou em