Cada um na sua vez
Naquela manhã, na escola de Lila, o sol brilhava. Lila tinha pendurado o casaco no seu gancho, o do solzinho, tinha cantado um pedaço da canção da manhã, e agora chegava o momento preferido de todos: a hora do pátio. E bem no meio do pátio estava o grande tobogã vermelho, que Lila olhava com estrelinhas nos olhos. «O tobogã! Quero escorregar, agora!» O problema é que Lila não é a única que quer escorregar. Tem o Noé, uma menina de maria-chiquinha, dois meninos com os seus caminhões… e todos chegam ao pé da escada ao mesmo tempo! Empurra-empurra, resmungo, todos gritam «eu primeiro!». O resultado: um belo nó de crianças ao pé do tobogã, e ninguém sobe, ninguém escorrega. Com a ajuda carinhosa da Tia Lou e uma piscadela de Doudou-Hibou, as crianças descobrem uma fórmula quase mágica: cada um na sua vez. Faz-se fila, conta-se os amiguinhos que estão na frente, espera-se um pouquinho, e hop, quando chega a sua vez, escorrega de verdade. E a espera, no fim, vira parte da brincadeira. Esta história ajuda seu filho a domar uma coisa bem difícil quando se é pequeno: esperar a vez e compartilhar. Mostra, sem dar sermão, que todos se divertem mais quando cada um espera um pouco, e que «cada um na sua vez» não é castigo, mas o segredo para a brincadeira funcionar bem para todos. E quando Lila enfim escorrega pelo grande tobogã vermelho, com o cabelo ao vento, ela ri de felicidade, e até fica doida para entrar na fila de novo e repetir. O pátio termina em alegria, e a história pousa bem suavemente, bem na hora de fechar os olhos. A Tia Lou não briga com as crianças que empurram: ajuda-as a encontrar, juntas, uma solução que deixe todo mundo feliz. Guiar os pequenos rumo ao «cada um na sua vez» em vez de decidir por eles é todo o espírito das histórias para dormir da Tilibou. E no cantinho da leitura, Doudou-Hibou fecha de novo tranquilo o seu olho, satisfeito com a linda manhã. Uma história de escola tranquila e sem telas, pensada para os pequenininhos a partir dos 2 anos, ideal para a hora de dormir, a soneca ou o caminho. Como sempre na Tilibou, o final fica bem suave, sem música, para chegar ao sono com calma. Todas as histórias para dormir da Tilibou em