A última entrega
É a noite de Natal, e a grande volta chega ao fim. A noite inteira, o Papai Noel voou de uma ponta à outra do mundo, deixando presentes e pendurando meias na ponta dos pés, sem acordar ninguém. E agora, bem lá em cima no céu de inverno, o trenó desliza bem suavemente. Só resta um presente no Grande Saco, o último de todos: esta é a última casa, a última volta. «Estamos quase terminando», sussurra o pequeno Pim. «A noite toda a gente voou, e todas as crianças do mundo dormem agora com um presente pertinho.» O Papai Noel sorri por entre a sua grande barba. «Escute o céu, como está calmo, meu Pim. Este é o momento mais lindo do ano. Não a partida. O fim. Quando tudo foi dado, e só resta voltar para casa, bem de mansinho.» No caminho de volta, o trenó sobrevoa as cidades, as aldeias e as casinhas adormecidas sob a neve, onde cada criança sonha um sonho bonito. E Pim descobre uma felicidade que ainda não conhecia: aquela felicidade doce, tranquila e serena que a gente sente depois de dar bem, quando o cansaço é feliz e o coração está cheio. Esta história, a última da temporada de Natal, oferece ao seu filho uma ideia preciosa para guardar no coração: a alegria de dar vale tanto, e às vezes até mais, do que a de receber. E o descanso, depois, é ainda mais doce e merecido quando o dia foi bem cheio. Um lindo fim de volta, transbordando de gratidão e ternura. E quando o trenó enfim pousa sobre a neve do Polo Norte, e a grande casa de madeira vai adormecendo também ao lado do fogo, tudo fica maravilhosamente tranquilo e quentinho. A história termina então bem suavemente, como uma longa e linda noite que chega a um bom fim, pronta para levar seu pequeno, feliz, até o tranquilo país dos sonhos. O Papai Noel não se gaba da sua enorme volta, e não fala de tudo o que deu. Simplesmente saboreia a calma, o cansaço feliz e a alegria tranquila do dever cumprido: aproveitar a felicidade discreta de ter feito o bem, sem se gabar, é todo o espírito das histórias para dormir da Tilibou. E no trenó que volta, os guizos tilintam baixinho, como uma cantiga para a estrada. Uma história de Natal sem telas, pensada para os pequenininhos a partir dos 2 anos, ideal para a hora de dormir, a soneca ou o caminho. Como sempre na Tilibou, o final fica bem suave, sem música, para chegar ao sono com calma. Todas as histórias para dormir da Tilibou em