A Sardinha Real na tempestade
O céu fica todo preto em cima do arquipélago e começa a roncar. Bum. Depois bum-bum. Toda noite volta a mesma tempestade e assusta todo mundo. Mas a velha e sabidíssima tartaruga Granny Coquille manda um mapa tranquilizador para o Tom o Pirata: subam para dar uma olhada lá em cima, essa tempestade não é malvada. Quando o céu faz bum e o mar leva um susto, suba até o gigante: ele é brincalhão, não é bandido. A Sardinha Real não afunda de jeito nenhum, então a travessia vira um brinquedo de parque: ela sobe na onda, opa, e desce do outro lado, opa. Entre um trovão e outro, dá até para ouvir alguém rindo lá no alto, dentro da nuvem preta. É o Boum-Boum, um gigante feito de nuvens que bate palmas para fazer trovão e sopra para fazer vento, só de brincadeira. Quando o Tom pede para ele parar, o negócio piora: gigante de nuvem triste chora, e chorar faz uma tempestade ainda maior. Ninguém tem o direito de pedir para o outro parar de brincar. A Granny Coquille chega no ritmo dela e conta o segredo: quem é pequeno e faz barulho demais costuma só querer ser notado e ter companhia para brincar. Aí o Tom inventa o jogo das nuvens: em vez de bater palmas, o Boum-Boum sopra bem devagarinho e desenha um peixe, um polvo de oito braços. A chuva para, o vento se deita, e a tempestade vira um desfile de nuvens macias. O Boum-Boum dá de presente uma nuvenzinha que não derrete: a nona lembrança. A história perfeita para as noites de temporal. O trovão faz muito barulho, mas não quer fazer mal nenhum. Um jeito de transformar um susto grande em colo e de domar, bem devagar, o medo da tempestade antes de dormir. História de aventura e de ninar, sem telas, pensada para crianças de 3 a 5 anos, ideal para ouvir na hora de dormir, no carro ou antes da soneca. O final fica bem suave, sem música, para terminar o dia tranquilo, mesmo com o temporal lá fora. Todas as histórias para dormir da Tilibou em



