Tilibou · A noite em que Mochi tomou banho (Mochi Doudou)
🧸 Mochi Doudou · História do paninho

A noite em que Mochi tomou banho

⏱ 9 min · 👶 a partir dos 2 anos

Uma história para dormir para crianças. Hoje de manhã, na cozinha, tem cheirinho de pão com manteiga. Emma come a papinha laranja, uma colherada para ela, uma colherada para o Mochi, o bichinho de pelúcia que está no colo dela. E zás: um pouco de papinha cai bem na orelha do Mochi, a mais fofinha, aquela que Emma sempre aperta. Agora, o Mochi está todo grudento. A Mamãe não faz drama. O Mochi precisa de um passeio rapidinho na máquina de lavar. E ela promete logo de cara: hoje à noite, ele volta, bem fofinho, bem limpinho, pertinho da Emma. Emma vê o Mochi partir na cestinha. Ela não fica triste por muito tempo, porque a Mamãe prometeu. O dia inteiro, ela brinca, olha a máquina girando ao longe e cola a orelha na porta, esperando o seu bichinho. À noite, o Mochi volta cheirando a lavanda, mais estufado do que antes. Beijo-farol, crrriii da Cama Grande, e Emma adormece com o seu bichinho bem limpinho. No mundo da noite, a luminária vira uma luinha pousada e o tapete vira uma ilha bem macia. Na saudação da estante, Pantin cheira fundo e chama o amigo de Mochi que cheira a flor. Bola faz dois boings para conferir que é mesmo ele, e Nina acha que ele ficou mais estufado. Mas o Mochi fica quieto, com a patinha na barriguinha. Na máquina, girava tudo em volta dele. E se a água tivesse lavado os abraços? É a Nina quem tem a ideia: abrir o coração e olhar lá dentro. Todos os novelinhos dourados estão lá. Até o do primeiríssimo beijo-farol, lá no fundo, não se mexeu nem um pouquinho. Nina conta um por um com a pontinha da patinha: não falta nenhum. Os abraços não se lavam. Mochi enrola o novelinho de hoje de manhã ao redor do seu medinho do banho. Pantin começa a contar que, no tempo dele, a gente secava no varal, com as nuvens, e pega no sono no meio da frase. Bola faz um últimíssimo boing, Nina se deita, e o poc-poc do Mochi vai ficando mais devagar, todo perfumado de lavanda. De manhã, Emma abraça o seu Mochi bem limpinho: ele ainda cheira um pouquinho a lavanda, e todos os abraços continuam lá. Amanhã, talvez, uma manchinha nova de papinha. E não tem problema nenhum. Ao longo da história, seu filho entende que uma separação curta, anunciada e prometida, sempre se resolve antes do soninho. É também uma história para lavar a naninha sem aflição: dá para mostrar que o bichinho vai para a máquina, volta e continua sendo o mesmo, com todos os abraços dentro. Acolher o medinho do Mochi, em vez de apressar, é todo o espírito das histórias para dormir da Tilibou. Uma história do bichinho de pelúcia sem telas, pensada para os pequenos a partir dos 2 anos, ideal para ouvir bem quentinho na hora de dormir, no carro ou antes da soneca. Como sempre na Tilibou, o final fica bem suave, sem música, para deslizar rumo ao sono sem acordar ninguém.

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