A Máquina de Flocos apronta
Muito longe, no fim do mundo, no coração do Polo Norte, há uma sala que as crianças não conhecem: a Sopradora de Flocos. É ali, dentro de uma grande máquina de cobre cheia de foles e canos, que se fabrica a neve, toda a neve do mundo. A Máquina de Flocos trabalha há tanto tempo que sabe fazer o floco mais bonito: seis braços, seis estrelas, nunca dois iguais. Pelo menos… normalmente. Porque esta noite, a Máquina de Flocos faz cada coisa. Um floco quadrado! Depois outro, grande como um travesseiro. Depois um floco em forma de elefante. E de repente, flocos cor-de-rosa, rosa-chiclete. «Eu inovo, me renovo, é arte!», proclama orgulhosa a velha Máquina. Mas o Natal se aproxima, e o Polo inteiro precisa de neve de verdade, floquinhos brancos de seis braços. Chegando bem pertinho, bem de mansinho, Pim e Boucle acabam descobrindo o segredo da Máquina de Flocos. No fundo, ela não queria incomodar ninguém: só queria que a notassem enfim, que alguém dedicasse um momentinho a ela, para vê-la trabalhar e lhe dizer um obrigado gentil. Um simples olhar, um carinho no seu velho cobre, um pouquinho de atenção, e lá vai ela de novo, soprando lindos flocos perfeitos. Esta história fala com muita suavidade de uma necessidade que seu filho conhece muito bem por dentro: a de ser visto, escutado, reconhecido, de sentir que alguém se importa. Lembra, com um sorriso, que todos, até uma grande máquina cinza, precisam de um pouco de atenção e carinho para se sentir bem e dar o melhor de si. E quando a neve volta a cair, redonda e perfeita, girando de leve na luz, a oficina inteira começa a cintilar de novo. A calma e a alegria voltam ao Polo Norte, a velha Máquina ronrona de felicidade, e a história termina bem suavemente, como os flocos que pousam um a um, sem o menor barulho, sobre o chão adormecido. Ninguém zomba da Máquina de Flocos nem a repreende pelas suas birras. Em vez disso, Pim e Boucle tentam entender o que faltava de verdade a ela, e lhe dão a atenção de que precisava: procurar a necessidade escondida atrás de uma grande birra é todo o espírito das histórias para dormir da Tilibou. E na Sopradora morninha, os foles respiram devagar, como um grande peito que vai adormecendo. Uma história de Natal sem telas, pensada para os pequenininhos a partir dos 2 anos, ideal para ouvir bem quentinho na hora de dormir, no carro ou antes da soneca. Como sempre na Tilibou, o final fica bem suave, sem música, para deslizar rumo ao sono sem acordar ninguém. Todas as histórias para dormir da Tilibou em