A enseada das meias perdidas
Nesta manhã, o Moustache está vivendo um drama. Com oito pés, ele precisa de dezesseis meias, e só encontra três, todas desemparelhadas. Para onde vão as meias perdidas? Dizem que é o maior mistério de todo o mar. E, olha só, um mapa acaba de estremecer na ponta da vela. Navegue até a enseada onde volta tudo o que se perde. Existe mesmo, lá no fim do arquipélago, uma praia espantosa feita não de areia, mas de meias: montanhas, dunas de bolinha, de listra, de estrelinha. Toda meia do mundo que sumiu um dia vai parar ali. E a pequena Léa perdeu a meia listrada de vermelho e branco do ursinho Nounours dela, que agora está com frio num pé só. Só que tem um caranguejo velho cuidando de tudo isso: o Guardião das Meias Perdidas, que arruma e classifica há cem anos. O Moustache enfia os oito braços na duna a esmo, faz as meias voarem para todo lado e ainda derrama tinta na organização do Guardião. Entre quarenta e duas mil meias listradas de vermelho e branco, não se acha nada remexendo desse jeito. Aí o Tom muda de método: pede ajuda a quem entende do assunto, a quem conhece cada meia de cor. Em poucos segundos, o Guardião levanta uma duna e encontra a meia miudinha do Nounours, com o lacinho de lado. As arrumações dele não eram para atrapalhar, eram para que fosse possível achar e devolver. A Léa calça o ursinho de novo, e o Guardião guarda no baú a menor meia do mundo: a décima lembrança. O episódio mais leve e engraçado da temporada, e uma história de ninar que consola. Quando a gente perde uma coisa de que gostava, tem todo o direito de ficar triste. Mas nada se perde de verdade: está só guardado em outro lugar, bem quentinho, esperando alguém ir buscar. História de ninar sem telas, pensada para crianças de 3 a 5 anos, ideal para ouvir na hora de dormir, no carro ou antes da soneca. O final fica bem suave, sem música, para acalmar as tristezinhas antes da noite. Todas as histórias para dormir da Tilibou em



